Compartimentação em projetos de edifícios


Quando falamos em isolamento acústico ou térmico, de um ambiente, falamos de desempenhos que podem, com certa facilidade, até, serem sentidos e medidos pelo corpo humano. Na contramão desse processo, o risco de incêndio à que um edifício pode estar sujeito, já não é medido com tanta facilidade, assim, por nós.

Esse problema se faz evidente em armazéns de estocagem de produtos inflamáveis e edifícios industriais, onde o combate deve ser realizado através de procedimentos bem específicos. O problema é que, por sua vez, prédios comerciais e residenciais também apresentam riscos, mas costumam ser subestimados, por serem menos “palpáveis”, por assim dizer. Desse modo, as possíveis falhas do projeto só são notadas quando o fogo aparece e já é tarde demais para qualquer providência.

Segundo especialistas, os edifícios podem ser classificados dentro de grupos de risco que variam do tipo de ocupação dele, a altura do edifício e áreas livres não compartimentadas, sendo que os sistemas de combate ao incêndio, nesse caso, a compartimentação, representam as maiores exigências em projetos de edifícios.

A compartimentação dificulta ou, mesmo, evita a propagação do incêndio. Por Decreto Estadual de São Paulo, a compartimentação vertical só pode ser exigida a partir de 12 metros de altura. Ainda assim, é possível dizer que esse é um dos métodos mais eficazes de combate a incêndios, uma vez que seu objetivo é evitar ou minimizar o alastramento do fogo, do calor e dos gases, evitando sua dispersão, interna e externamente, seja no mesmo andar ou mesmo para outros pavimentos.

A compartimentação horizontal, segundo especialistas, busca isolar o risco do incêndio ou, em último caso, dividir o ambiente, internamente. De diferente, entre esses dois procedimentos, está o fato de que o Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF), para ambos, é distinto. Enquanto para o isolamento do risco de incêndio o tempo necessário para resistência é de, pelo menos, duas horas, para os casos de divisão interna de ambientes, o rigor é menor, fazendo com que o TRRF também possa ser. O porque disso? A função das paredes!

No isolamento de riscos, prédios são separados, uns dos outros, para serem considerados edificações distintas. Por sua vez, na compartimentação interna, busca-se, apenas, a delimitação interna de uma área ou o efeito de retardar o fogo, o máximo possível, para que seja cabível realizar o combate ao mesmo, com tempo hábil para isso.

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